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O Guia 42

A Pergunta — primeiro, a sua

Antes de virar a página, uma coisa precisa acontecer. E ela não depende de mim.

Qual é o sentido da vida?

Não — não continue lendo à espera de que eu responda. Primeiro você. Pare de verdade, pelo tempo que precisar, e responda para si mesmo: para você, qual é o sentido da vida?

Não existe resposta errada aqui. Existe a sua.

Pausa de verdade. Este guia espera.

Se travou — e travar aqui é mais comum do que parece —, alguns caminhos só para soltar o pensamento. O que faz a sua vida valer a pena? Uma carreira de que se orgulhar? Amar e ser amado? Construir uma família, uma obra, um legado? Viver aventuras, conhecer o mundo, colecionar lugares e pessoas? Ficar perto de quem importa? Descobrir algo que ninguém descobriu, fazer o que dizem ser impossível? Ou algo menor e mais quieto — um jardim bem cuidado, um café coado com calma, um domingo sem pressa? Nenhum deles é gabarito; se algum serviu de empurrão, já fez o trabalho dele.

Pensou? Então guarde essa resposta. Escreva-a num canto desta página, se quiser — o livro é seu. Ela vai ser útil muitas vezes daqui para a frente. E quando você terminar a leitura, volte até aqui e a releia: alguma coisa nela vai estar diferente — ou, quem sabe, mais nítida do que nunca esteve.

Agora sim. Vamos juntos.

Fica guardado só neste navegador, neste aparelho. Ninguém mais lê — nem o autor, nem servidor nenhum. No Epílogo ele reaparece, para você comparar.